sexta-feira, 6 de outubro de 2006

CURIOSIDADES: COARI IV

Ano: 1.926

Exportação:

Borracha fina 146.414 kg
Sernambi 9.675 kg
Castanha 33.013 kg
Cacau 12.087 kg

Fonte: Anisio Jobim: Dados Descritivos do Município de Coari

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Internacionalização da Amazônia

"A Amazônia vem sendo predada há milhares de anos, mas tem resistido devido à força e à determinação de seus donos, nós, os brasileiros. Portanto é inadmissível que o governo inglês, que tanto mal causou a região ao roubar a borracha no primeiro e mais escandaloso ato de biopirataria da história mundial, venha agora fazer propostas mirabolantes de privatização e que envolvam a quebra da soberania brasileira sobre esse território.
Não se admite que um país que rebaixou o rio que cruza sua capital, o Tâmisa, à categoria de esgoto vir agora querer ensinar como nós, os brasileiros, devemos tratar a Amazônia. Não se admite que um povo predador, que bancou corsários, piratas disfarçados de patriotas, que escravizou negros, que oprimiu suas colônias, venha agora arvorar-se a soberano da racionalidade ambiental. Não, basta de ataques à soberania brasileira sobre a Amazônia, esse rico e diverso território brasileiro, verde e amarelo como nossa bandeira.
Nesse sentido, os ingleses de agora vêm repetir ladainhas já empunhadas por outras personalidades tenebrosas de tempos diferentes. No livro ‘Mein Kampf’ (minha luta) Adolf Hitler já demonstrava ter olhos languidos para essa região. O ex-presidente francês François Mitterand também andou arrastando suas asas de conquistador barato para a região com proposta semelhante à da privatização inglesa. O ex-vice-presidente americano Al Gore também tinha idéias semelhantes. A todos eles, no tempo correto, a sociedade brasileira mostrou que a Amazônia é brasileira e ninguém tasca. Devemos, portanto, repudiar mais essa tentativa, que começa tímida, com uma frase solta, num jornal qualquer, mas que, certamente, por trás existe um plano sórdido de conquista. Foi assim que aconteceu com o Iraque, que de parceiro dos poderosos de uma hora para outra - a despeito da sanha sanguinária de seu ditador - virou o grande satã e Saddam Hussein foi arrancado do poder numa guerra suja, que hoje sabemos não ter tido os motivos alegados à época.
O governo brasileiro deve repudiar oficialmente tal proposta. As organizações não-governamentais brasileiras também devem denunciar o caso. Não devemos esperar por ONGs estrangeiras, pois delas, assim como na missa, não sabemos um terço."

Fonte: Diário do Amazonas - 04/10/2006

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Pênaltis

Um tipo de esporte muito praticado no nosso interior e que chegou pra ficar também na cidade é a disputa de pênaltis, como eles chamam de futebol de bola parada e passam o final de semana todo disputando. O premio, na maioria das vezes, é um garrote, que é muito gabado quando é ganho.
Esporte que une as comunidades do nosso querido interior, divertindo as famílias que vivem isoladas.
O interessante é que eles viajam muito para disputarem em outras comunidades.
Bem perto da UEA acontece esta disputa aqui em Coari.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Candidatos de Coari

Em Coari:
DEPUTADO ESTADUAL:

LOBO: 7375 votos
MITOUSO: 7232 votos
RODRIGO: 5867 votos
ROMÃO: 222 votos

TOTAL:
LOBO: 11966 votos
RODRIGO: 9333 votos
MITOUSO: 8230 votos

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Credibilidade

Costumo acordar cedo para minha leitura diária dos jornais da nossa região, com isso, tento entender os acontecimentos que me rodeiam. No entanto, estou perdido, pois cada jornal de destaque no Amazonas está tomando partido nestas eleições. Fica muito difícil confiar nos nossos meios de comunicação.
A credibilidade é difícil de conseguir e estes meios de comunicação não estão nem preocupados em conseguir e/ou mantê-la. Mais um discaso com a população que já se acostumou com tantas desconsiderações.
Há povinho insistente em viver, mesmo, em sua maioria, inconsciente dos acontecimentos que os rodeiam.
É difícil viver consciente neste mundo de inconscientes.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Curiosidades: COARI III

Em 13 de maio de 1932, o então capitão da Força policial do Amazonas, Prefeito Alexandre Montoril, inaugurou a usina elétrica, que iluminou toda a cidade e um poço de água potável, com bomba a vapor, que segundo Anisio Jobim, abastecia todos os coarienses.

Leitura Obrigatória: Homero

A origem da literatura mundial está "no maior poeta da humanidade", que viveu há 850 anos antes de Cristo. Escreveu "Ilíada" e "Odisséia":
Ilíada: Tem como tema a lendária guerra de Tróia, que durou 10 anos. A obra destaca o heroísmo dos guerreiros gregos, especialmente o de Aquiles, com seu calcanhar frágil, o entusiasmo dos defensores e as artimanhas dos sitiantes, que culminou com a construção do famoso cavalo de tróia.
Odisséia: É uma sequência de Ilíada. Depois de encerrada a guerra de Tróia, um dos heróis, o guerreiro Ulisses, empreende a viagem de retorno à pátria, a ilha de Ítaca, da qual era rei. Esta viagem durou em torno de 10 anos e é toda desenvolvida no mar, onde encontra sereias, ninfas, monstros, etc...
A literatura nos trás à tona o meio em que vivemos, conhecendo o nosso passado para ingressarmos de uma maneira consciente em nosso futuro.
Fonte: Biblioteca Virtual do Amazonas - Estudo literário de João Batista Gomes.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Curiosidades: COARI II

Os primeiros habitantes do município de Coari:
  1. Irijus
  2. Catauixis
  3. Jumas
  4. Jurimaus
  5. Passés
  6. Purus
  7. Solimões
  8. Uamaris
  9. Uaupés

Fonte: Panoramas Amazônicos: Coary - Anísio Jobim.

"Senhora"

José de Alencar retrata os costumes do Rio de Janeiro nos anos 1870... Mostra os preceitos morais da sociedade brasileira.
Escreve um romance realista numa época comandada pelos romances românticos.
Leia, é uma leitura muito agradável, pela simplicidade organizada da trama em que José de Alencar busca denunciar a hipocresia da alta sociedade da época.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Curiosidades: COARI

Segundo La Condamine, sábio francês, o nome "solimões" teria sua origem do veneno solimão que os índios fabricavam e colocavam na ponta de suas flechas.
O historiador Rocha Pombo fala que solimões veio de Salomão ou Solimon, tribo que existia a oeste da Província do Pará.

Fonte: Panoramas Amazônicos; Coary - de Anisio Jobim.

domingo, 17 de setembro de 2006

Vergonha

Em A Crítica deste domingo, 17/09/2006, saiu uma reportagem sobre as missões religiosas que continuam a catequizar os índios, desreispeitando as culturas indígenas.
Vem à tona a necessidade de se fiscalizar as igrejas e/ou religiões, suas ações e seus gastos, já que trabalha com o dinheiro do povo.
Em nome de Deus, líderes religiosos gastam o dinheiro arrecadado entre o povo da maneira que quizer, sendo julgado, quando se descobre falcatruas, pela própria igreja, que costuma encobrir seus defeitos para não cair em tentação na opinião pública.
Líderes religiosos andam de CARRÃO (não compra carro popular é com nojo), viajam para estudar nas melhores universidades do mundo e decidem o que fazer e quando fazer com o dinheiro da população.
Necessitamos fiscalizar pelos tribunais de contas, verificando o porquê dos gastos das igrejas.
Sabemos que existe gente ruim em todo canto, e na igreja e/ou religiões é o que mais se tem.
A igreja católica, por exemplo, é cheia de homosexuais em seu clero e no entanto, continuam a discriminar os homosexuais de todo o mundo.
As religiõs, assim como toda a sociedades, são compostas por sere humanos, conseqüentemente, têm os defeitos humanos.
O certo é "o caminhar junto com os fiéis" tentando e não se endeusando para melhor conseguir seus objetivos.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

O Sonho Acabou

Depois de uma briga acirrada entre os dirigentes do Partido Verde no Amazonas e da incompreensão de regras políticas, vai-se embora um sonho de um coariense em ser um representante na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, pois os candidatos estão desistindo e com isso o partido não consiguirá o coeficiente necessário para disputar as vagas.
Acompanhei a vida do Wilsão, podem não acreditar, mas não era uma brincadeira, era um sonho realizável, sério e dentro de suas possibilidades.
Difícil compreender se é verdadeiro este sonho, visto não acreditarmos em políticos, mas era; e abandonar um sonho deste tamanho, com um prejuízo emocional e material incalculável, é problemático para todo um grupo de pessoas que acreditavam, uns por interesse, outros por convicção, nesta possibilidade.
Não tenho interesse em ser candidato e assumi esta função na Câmara para não deixar meu irmão cair nas garras de "inimigos" políticos que passaram estes dois anos entrando com processos na justiça. Defendi todos, ganhamos todos. Mostrei a licitação da reforma na Câmara em três instâncias da nossa justiça, não tinham mais o que reclamar, chegaram a roubar cópias dos nossos cheques, copiando o nosso programa. Pra mim que sou político convicto, mas não sou partidário, vou ter um pouco mais de calma, voltando aos meus estudos, que tanto gosto.
Fiquei triste com a forma de se fazer política nos meios políticos.
Implantamos a Gestão Participativa na Câmara, pois foi nesta área que fiz a minha pós-graduação com o tema "Gestão Participativa na Administração Pública", não conseguimos trazer o coariense para participar das ações da Câmara, mas conseguimos com os funcionários, que discutira seu próprio Plano de Cargos e Carreiras, incluindo nisto o salário.
Desculpem, mas estou colocando para fora...

domingo, 10 de setembro de 2006

Turismo


Olha o tamanho do lago de Coari, que se divide em três possibilidades de exploração para o turismo.

Rio Preto da Eva


Nâo conseguir saber dos moradores a verdadeira história do nome da cidade, mas fiquei alegre pela recepçao que tivemos lá. Um tratamento com iguarias da nossa região. Um pequeno rio sendo explorado para o turismo de uma maneira sustentável.
Fiquei pensativo em verificar que o Rio Preto deles não se compara ao nosso lago de Coari.
Não sei porque, mas devemos tomar consciência de nosso potencial no ecoturismo e participarmos ativamente deste projeto, que pode ser uma solução viável na construção de novos empregos.
O tambaqui e o pacu fritos na hora, nos deixou até agora com água na boca.

Sentindo-me Mal

Resolvi assistir um documentário do canal National Geographic, onde se discute "O Código Da Vinci". Especialistas em todas as áreas ficam tentando explicar uma situação meio constrangedora para o Cristianismo.
Ao ver uma cena em que Jesus se beija na boca com a sua provável esposa Maria Madalena, fiquei constrangido, perplexo pela possibilidade de todos os ensinamentos dos meus pais, onde endeusaram Jesus Cristo e não se podia, em qualque hipótese, duvidar de tão verdadeiramente verdade absoluta. As pretensõe do autor foram conseguidas, vendeu toda a sua história, mas todo mundo que o está lendo fica procurando uma nova crença, sempre se proucura. por isso temos tantas dúvidas e brigamos por estas crenças.
Religião é cultura e toda cultura foi criada pela humanidade, querer mudar é perigoso e ao mesmo tempo válido. Devemos sempre olhar com atitude crítica...

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Ciranda III

4. Cosnciente da função do cristianismo, encheram a Amazônia de "Salvadores de Almas", desrespeitando consideravelmente a cultura do caboclo amazônico, tornando-os rebanhos calmos e lerdos, isto é, a Igreja Católica preparava a mão-de-obra escrava.
E a gente não ver o clero pedindo pelo menos desculpas pelas atrocidades causadas aos povos da Amazônia.
5o. O livro "Expressão Amazonense - do colonialismo ao neo-colonialismo" de Márcio Souza, tradua a preocupação da Ciranda de Manacapuru "Flor Matizada", preocupação com o futuro, coisa que não pensamos no ápice da borracha. Nos preocupamos em "copiar" a moda européia, viver o presente, esnobando o futuro. Faltou-nos capacidade de lanejarmos a extração do látex sustentável. Fomos inteiramente irresponsáveis com nossos filhos. O jeitinho brasileiro funcionando de novo....
fim.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

CIRANDA II

Auto-avaliar o nosso passado para construir-mos um futuro melhor, nos remete a uma discussão calorosa e difícil de aceitar e oureconhecer nossos erros.
A relação entre criador (europeus) e a criatura (brasileiros) foi tremendamente assustadora:
  1. Faz-se um estudo detalhado sobre a região amazônica com coleta de materiais, buscando sempre o enrriquecimento. Pelos menos, a coleta de dados da Amazônia trouxe uma ajuda a Charles Darwin na formulação da Teoria da Evolução das Espécies.
  2. A borracha passa a ser um artigo essencial na evolução da tecnologia e, consequentemente, os portugueses montam uma estratégia simples, mas funcional. Trás o nordestino para se juntar ao índio amazônico, iniciando o processo de aculuramento forçado.
  3. O caboclo (índio) se revolta com a situação de escravos em que estavam inseridos. Esta não aceitação provocou uma matança desenfreada, dizimando tribos inteiras, colocando o caboclo amazonense no topo da lista de animais extintos...

Ciranda flor Matizada

HEVEA BRASILIENSIS: UM CONTO AMAZÔNICO

A criatividade dos organizadores da ciranda "Flor Matizada" de Manacapuru nos proorciona uma reflexão no sentido de criarmos uma cultura tipicamente coariense em nosso festival.
Participamos dos bumbás Corre Campo e Rei Garantido, onde até os nomes foram copiados, tanto de Manaus quanto de Parintins. O boi bumbá não vingou, o seu ápice foi em 1993 com um repasse muito bom do governo municipal Odair.
Num segundo momento, implantamos as danças internacionais, onde coordenamos a Dança internacional Libanesa, que disputava com a "Cigana" e a "Dança Espanhola", não vingou como uma atração chamativa.
Hoje, vemos o crescimento da Ciranda.
Dentre estas tentativas, o Governo Municipal em toda a história, tem uma parcela de colaboração, por não ter investido com apoio financeiro e intelectual em um festival que cultue a criatividade nascida no berço de Coari.
Uma solução viável, é o apoio das quadrilhas luxos...

sábado, 15 de julho de 2006

João Cabral de Melo Neto

Tenho tentado descobrir textos que toquem tanto a razão quanto o sentimento, impulsionando-nos à reflexão. A arte da palavra sendo bonita e inteligente.
Neste Fragmento de “Morte e Vida Severina”, João Cabral mostra o funeral de um lavrador e sua ligação com a terra, fazendo uma crítica social, o nordestino sendo consumido para o nada...

Funeral do Lavrador
_ Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a conta menor
que tiraste em vida.
_ É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
_ Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
_ É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
_ É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
_ É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.
_ Viverás, e para sempre,
na terra que aqui aforas:
e terás enfim tua roça.
_ Aí ficarás para sempre,
livre do sol e da chuva,
criando tuas saúvas.
_ Agora trabalharás
só para ti, não a meias,
como antes em terra alheia.
_ Trabalharás, uma terra
da qual, além de senhor,
serás homem de eito e trator.
_ Trabalhando nessa terra,
tu sozinho tudo empreitas:
serás semente, adubo e colheita.
_ Trabalharás numa terra
que também te abriga e te veste:
embora com o brim do nordeste.
_ Será de terra
tua derradeira camisa:
te veste, como nunca em vida.
_ Será de terra
e tua melhor camisa:
te veste e ninguém cobiça.
_ Terás de terra
completo agora o teu fato:
e pela primeira vez, sapato.
_ Como és homem,
a terra te dará chapéu:
fosses mulher, xale ou véu.
_ Tua roupa melhor
será de terra e não de fazenda:
não se rasga nem remenda.
_ Tua roupa melhor
e te ficará bem cingida:
como roupa feita à medida.
_ Esse chão te é bem conhecido
(bebeu teu suor vendido).
_ Esse chão te é bem conhecido
(bebeu o moço antigo).
_ Esse chão te é bem conhecido
(bebeu tua força de marido).
_ Desse chão és bem conhecido
(através de parentes e amigos).
_ Desse chão és bem conhecido
(vive com tua mulher, teus filhos).
_ Desse chão és bem conhecido
(te espera de recém-nascido).
Morte e Vida Severina - fragmento